O Turning Point



Em certos momentos, a vida parece nos colocar numa curva inesperada e sem sinalização prévia, na qual, ao percebê-la, temos o tempo mínimo de apenas tentar controlar a relação velocidade/direção/derrapagem para tentar manter o carro dentro dos limites da pista. Esses momentos geram uma descarga de adrenalina forte, nos acordam, nos deixam atentos.

Gosto muito da espressão Turning Point (algo como ponto de mudança ou na tradução do livro/filme, o espetacular “ponto de mutação” do Fritjof Kapra). E, assim como na natureza, em nossas vidas, temos pontos em que devemos e podemos mudar algo que não está direito, algo que queremos mudar e até então não conseguíamos. O Turning Point ocorre quando chegamos ao limite, a fronteira, quando a situação se torna insustentável ou acaba por si só.

Claro que não deveríamos deixar chegar até esse momento. Mas, nossa existência é um jogo de vetores de força, onde resultamos em direções e percepções que são embaçadas por estarmos atuando no nosso próprio filme. É muito difícil enxergar “em terceira pessoa” nossa própria história enquanto estamos vivendo-a.

O Turning Point é o despertar, é o estalo para que uma nova realidade ocorra. Nutre-se da constatação da realidade, da necessidade urgente da mudança e da motivação da sensação de estar “ajeitando as coisas”, começando uma nova fase…

Não devemos entanto, viver no “vício da tentativa”, ficar achando sempre que “agora a coisa vai!” esse comportamento só faz andar em círculos. Para dar certo, concentre, medite sobre o momento atual, arrume suas coisas, faxine seu armário, gavetas, jogue fora tudo q não é necessário. Organize-se, planeje os passos para descolar sua iniciativa da preguiça e realmente iniciar um processo de realização pessoal e felicidade.

Mude! Mute! Gire! Mesmo que esse não seja seu jeito de fazer as coisas, faça as coisas desse jeito.

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