O jeitinho carioca de ser

Eu moro no Rio de Janeiro há praticamente dois anos e confesso que ainda não me acostumei com alguns costumes daqui. Ainda vejo a Cidade Maravilhosa com aquele olhar de turista deslumbrado que só sabe andar na Zona Sul, pega taxi quando vai à Lapa e ainda fala com autoridade sobre os problemas locais.

Se você é de fora, já adianto que quase tudo o que falam é verdade: o Leblon é lindo como o Manoel Carlos mostra, Jacarepaguá e longe pra caramba, as garotas de Ipanema são cheias de graça e do Leme ao Pontal não há nada igual.

Voltando ao meu caso, já passei pelo perrengue de procurar apartamento e só encontrar conjugados com preços absurdos, já morei em Niterói, já derreti com o calor do verão e já congelei em um ônibus com o ar condicionado desregulado. Se comparar com o Rio Grande do Sul, onde morei 22 anos, trabalhar no Rio de Janeiro me oferece algumas vantagens: ganho muito mais, mas gasto boa parte pagando aluguel e fazendo compras no mercado, meu expediente começa às 10h, saio do trabalho e posso tomar uma cervejinha sem culpa e não preciso mais sair de casa com cinco casacos e duas calças.

O povo do Rio de Janeiro merece um destaque. Se você se perder em uma rua e pedir informação, eles farão questão de lhe ajudar. Só não confie em taxistas. Nunca.

Como um amigo meu (que não lembro o nome) disse: o Rio de Janeiro é a Zona Sul. E é essa a visão de um vídeo que está fazendo sucesso essa semana chamado “O Jeitinho Carioca”. Baseado em “Shit New Yorkers Say”, O Jeitinho Carioca foi produzido pela 2olhares e Makulelê, e mostra alguns costumes bem característicos dos cariocas.

Garanto que muitos vão se identificar com ele.

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