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Kaê Guajajara

Artísta. Ativista. Revolucionária. Três palavras que Kaê Guajajara, indígena da etnia Guajajara, conhece bem. Com 25 anos, Kaê lançou, recentemente, seu primeiro EP, e com isso, vem se inserindo na cena da música independente do Rio de Janeiro.

Intitulado “Hapohu”, o EP destaca a cantora maranhense pelo tom de voz e pela capacidade de síntese: Traz, em suas três faixas, várias questões importantes de serem destacadas, passando por temas como representatividade, preservação ambiental, identidade cultural, opressão, amor e ancestralidade. A cada música tocada, vários são os recados.

No vídeo, produzido pela Sofar Sounds, Kaê Guajajara apresenta a música “Mãos Vermelhas”

Kaê faz parte do coletivo indígena que ocupa hoje a Aldeia Maracanã, situada ao lado do estádio de mesmo nome, mantendo seu ativismo em prol da recuperação e manutenção desse território. Hoje, mora no Complexo da Maré, onde começou a compor e gravar suas primeiras músicas, que usa para denunciar as violências e abusos que precisa tolerar cotidianamente como indígena em contexto urbano.

Foto: Reprodução Instagram

 

 

 

“Hapohu vem quebrando o silêncio e as correntes impostas pelo racismo e a colonização…”

 

 

 

 

 
O título do EP vem do Zee’te, língua nativa da etnia Guajajara, e significa raiz grande. Em um vídeo no YouTube, a página descreve o EP com as seguintes palavras:

“Tecendo uma linha entre ancestralidade e futurismo indígena, Hapohu vem quebrando o silêncio e as correntes impostas pelo racismo e a colonização, trazendo à tona gritos de resistência que atravessam e ecoam meio milênio. Uma ótima oportunidade disponível em vários meios digitais pra conscientizar não indígenas sobre quem são os verdadeiros donos dessa terra e a que pé estamos.”

As três faixas de Kaê estão disponíveis no Youtube, Spotify e diversas outras plataformas de streaming.

Você também pode acompanhar a artista através do Instagram @kaeguajajara

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Trapalhadas sem fim

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Certa vez estava andando pelos corredores do antigo Teatro Fênix nos meus tempos de Rede Globo (sim, trabalhei lá um certo tempo) e acabei esbarrando com o Renato Aragão. Na hora fingi que não tinha visto, e segui para pegar um café. Enquanto aguardava a Dona Sueli repor o café nas cafeteiras, escutei um grito de uma criança ao longe:

“Olha, pai! É o Didi!”

Já sabendo da fama do líder dos Trapalhões em relação ao tratamento de seus fãs, dei um riso de canto de boca, me escorei em uma pilastra e me preparei para o que estava por vir… Enquanto me aconchegava para ter a melhor visão do espetáculo, fui surpreendido por outro berro, mas agora do pai:

“Ôôô… Didiiii!!! Ô, Didiiiii!!!”

Os dois correram de encontro ao Renato, até que o show começou:

– Grande Didi Mocó Sorrizal Colesterol Dipromata, mas cuma? Oooos Pi-ra-ta!!! Aparicio… Ô Aparicio! hahahaha ele é muito engraçado, né filhão!?

– É pai, muito!

Nesse momento Didi fez uma cara de dar dó e lançou:

“Pois, não?”

Na hora meu café quase saiu pelas narinas, mas alguma coisa me dizia que ainda não era o momento, respirei fundo e continuei a observar, foi então que o garoto se aproximou e ainda em choque disse:

– Papai, não acredito, não pode ser verdade! É o Didiiiii!

– Sim, filho!!! Aí, Didi, dá uma cambalhota aí para o meu filho dar umas boas gargalhadas, vai!

Nessa hora coloquei o café na boca e esperei… não demorou muito. Renato olhou para os dois com cara de poucos amigos e disse:

“Didi não, para vocês, Dr.Renato.”

O Pai olhou para o filho e o filho começou a chorar…

Didi seguiu para o… pardon! Didi não, Dr.Renato, continuou seguindo para o estúdio A com o nariz empinado e eu cuspi o café pelas narinas.

 

Renato com nariz de Aragão.

Fiz questão de relembrar essa história, que até hoje as pessoas contam de forma equivocada. Inventaram que ele disse isso para o motorista e blá, blá, blá… Mas a verdadeira história é essa que eu contei, o resto é fake news. Renato Aragão sempre foi um cara escroto. E se você não quiser acreditar em mim, tudo bem, poderá comprovar em breve (ou não) no documentário “Trapalhadas sem fim” dirigido por Rafael Spaca.

Confira o trailer abaixo, se bem que esse trailer está mais para um curta… quase 7 minutos, eu hein, nunca vi!

Apesar do Spaca não ter coletado meu depoimento, quis contribuir de forma voluntária para a divulgação do documentário, após ver algumas notícias de tentativas de censura por parte do Dr.Renato. Sou contra qualquer tipo de censura, principalmente de pessoas que se acham poderosas.

 

É… parece que a Xuxa acatou os pedidos do doutor.

 

Tenho que assumir que já fui fã do Didi, mas desde o episódio do Dr.Renato passei a ficar com o pé atrás com ele. De lá para cá, presenciei várias bolas fora dele. Espero que esse documentário faça jus ao nome e revele as Trapalhadas sem fim do “Doutor”, que com certeza são mais reais do que esse migué que ele mandou no programa do Jô há um tempo atrás, uma fantástica história sobre a inspiração do nome do Rapper P.Diddy. Alto lá, cara-pálida! Sou velho, mas não sou idiota, ok? (tudo bem que não fazia idéia de quem era esse malandro, mas meu neto me contou).

Bom, acredito que venha coisa boa por aí. Recomento a todos os meus leitores esse documentário, mesmo sem ter assistido. Na verdade tenho esperança de que alguma alma gentil vá colocar o link para download aqui nos comentários para o meu neto baixar, isso se o Didi não atrapalhar o lançamento do filme, né?

att,
Larry.

 

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Resistência e persistência

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Yoga Joes

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Quando ouvimos a palavra “soldado”, inevitavelmente pensamos em guerra e ao pensar em guerra, imagens de caos são projetadas em nossa mente. Visualizamos uma espécie de trailer com cenas de bombardeios, trincheiras, explosões, tanques e inúmeros soldados atirando uns nos outros. Essas imagens ficam marcadas nas nossas cabeças, seja pelos noticiários ou pelos filmes já produzidos (principalmente produções americanas). Mas e se quando falássemos de soldados você pensasse em Yoga? Pois é, pode parecer desconexo, mas se depender do artista Dan Abramson, pensar em soldados poderá lhe trazer paz.

De forma simples e criativa o artista criou o “Yoga Joes”, uma série com os tradicionais soldados verdes de plástico (sim, parecidos com os do Toy Story) em posições clássicas de Yoga. Substituindo as poses de ataque por poses mais relaxadas. Segundo Abramson, essa forma de desconectar a natureza cruel da guerra e conectá-la com a serenidade seria uma maneira divertida de atrair mais pessoas para a prática do Yoga.

Não podemos esquecer que mesmo que tenham a intenção de trazer uma certa paz, continuam sendo produtos e precisam ser vendidos e para isso nada melhor do ensaios criativos para divulgá-los, não é mesmo?

Ao criar o Yoga Joes, o artista não só nos traz um contra ponto à guerra, mas também acaba fazendo com que um brinquedo violento se torne de certa forma pacífico.

Curtiu o Yoga Joes? Então visite o site, lá você pode adquirir os bonecos e quem sabe encontrar sua paz interior.

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A Colors Show

Partindo de sua logo, já podemos perceber uma coisa: sua identidade visual se encontra no minimalismo, sem grandes desenrolos. É através dessa estética minimalista que o canal, produzido pela Colors Studios, busca inovar a forma com a qual pensamos clipes e apresentações musicais.

Rincon Sapiência apresenta ¨Mundo Manicongo¨

Com sede em Berlim, a empreitada fez um grande sucesso. Tudo começou com a vontade de estabelecer meios de divulgação de artistas em começo de carreira, ou pouco conhecidos, através de um conceito básico: muita cor e nenhum gênero. A ideia é simples. Sem fazer distinção de gênero e estilo musical, o canal apresenta um cantor, ou grupo, como se estivesse gravando sua música em um estúdio. Os artistas se mantém parados no meio de um cubo colorido, encarando um microfone. A cor varia de acordo com o tema da música e roupa que o cantor estiver usando. Fácil, né?

Nesse episódio, Jorja Smith canta seu hit ¨Blue Lights¨

Acontece que, em apenas 2 anos, o que começou como um canal despretensioso, se tornou uma das maiores plataformas de música da atualidade! Hoje, já é referência para quem quer se manter atualizado quanto às novidades do universo da música em todo o mundo, assim como aparição indispensável para todo e qualquer artista que busque se lançar no ramo, trazendo grande visibilidade.

Clique aqui para acompanhar o canal de apresentações no YouTube.

Se quiser, dê uma olhada na plataforma do estúdio aqui!
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Sintonia

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Sintonia é a mais nova produção brasileira realizada pelo Netflix. A narrativa trazida para as telas é das periferias de São Paulo. De uma maneira muito sensível, diferentes temas como a perda, o crime, a evangelização, e a arte são abordados, trazendo também muito da cultura local através de expressões e hábitos dos personagens. Além disso, a trilha sonora é recheada de funk como é de se esperar de um trabalho do Kondzilla!

Três amigos, Nando (Christian Malheiros), Doni (João Pedro Carvalho) e Rita (Bruna Mascarenhas), que tem uma relação afetiva muito forte, protagonizam a trama. Nando e Rita são irmãos, mas têm uma história de família complicada. Doni, por outro lado, é o “playboy da favela” – como muitas vezes é chamado. Vive com os pais, sob uma condição financeira mais favorável que a dos amigos.

É muito importante ver a humanidade com a qual a dramaturgia retrata certos personagens, que podem muito facilmente cair em estereótipos inúteis a uma narrativa séria. Nesse sentido, todos os personagens centrais são desenvolvidos em diferentes nuances. Além de tudo, o elenco faz um ótimo trabalho. O Christian, ator que interpreta o Nando, que é possivelmente um dos papeis de mais difícil interpretação, se destaca com um trabalho de atuação incrível.

Doni tem o sonho de conseguir produzir seus funks e se realizar como MC. Nando já tem filho e esposa e vive do tráfico para pagar as contas. Rita vai se virando do jeito dela. É necessário frisar que a série fala muito sobre o afeto entre esses três personagens e a importância dessa relação para cada um deles. De um modo bem clássico de se contar histórias nesse tipo de formato, a série consegue tocar em pontos fundamentais para o quadro social brasileiro. Dessa forma, é profundamente política ao passo que é simultaneamente um drama envolvente.

 

​Curtiu? Confere lá no Netflix!
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Persistência e resistência

Quando eu era mais novo, passava praticamente o dia todo na casa dos meus primos. Juntávamos várias meias até parecer com uma bola pequena e ficávamos brincando de cobrar faltas na sala. O gol era a estante, cheia de cacarecos da minha tia. Raros eram os momentos em que a gente lembrava de baixar os porta retratos, quase sempre alguma coisa se quebrava, mas mesmo assim era bem divertido. Acredito que essas brincadeiras ajudaram a mim e ao Pablo (meu primo mais velho) a melhorar nossas habilidades futebolísticas. Já o Diego (meu primo mais novo), mesmo depois que a brincadeira acabava, continuava com a bola pela casa, driblando os bancos e as cadeiras. Talvez essa persistência dele tenha o ajudado a se destacar da gente, o que o levou a se profissionalizar como jogador anos mais tarde.

Além das brincadeiras de futebol improvisado, nos reuníamos no quarto e ficávamos inventando histórias de ação e aventura, onde os personagens eram nós mesmos. Nós nos denominávamos “Los Primos Gatos” – é, eu sei, é bem brega. Curiosamente, as histórias tinham um formato inusitado para a época, nós não anotávamos nada, nem desenhávamos. Eu simplesmente sentava na frente deles e começava a inventar a ação de cada um de nós na história a ser contada. Conforme a trama ia se desenrolando, íamos melhorando e adicionando fatos reais, o que nos deixava ainda mais empolgados. Uma das nossas adições preferidas era colocar as meninas que achávamos bonitas nas histórias como se fossem nossas namoradas.

Por mais que eu fosse o responsável por contar as histórias, elas não seriam tão divertidas e mirabolantes sem as adições feitas por eles dois. Parecia que tínhamos ensaiado, cada um com o seu ponto de vista e questionamento, eles adicionavam o molho que dava o sabor final nas histórias. Conforme as semanas iam passando as aventuras ficavam cada vez mais complexas. Tudo isso graças ao senso de troca que estabelecemos organicamente.

“Acredito que quando as pessoas se unem, elas tem maior poder de ação, e nada, absolutamente nada, me fará mudar de opinião.”

Hoje trabalhando com audiovisual, percebo a importância de cada pessoa em um processo criativo. E agora estudando cinema, vejo que, sem essa coletividade, é praticamente impossível produzir sozinho. Me arrisco a dizer que, se você já produziu alguma coisa sozinho, não foi por escolha, e tenho certeza que, lá no fundo do peito, você sabe que se tivesse alguém para ajudar, tudo poderia ser bem diferente.

Você não precisa se isolar, se esconder das redes sociais, nem muito menos se curvar diante daqueles que se acham poderosos. Você deve se levantar, se mostrar, aparecer e lutar de cabeça erguida pelo seus ideais, conquistando seu espaço através de trabalho. Saiba que precisará enfrentar as desigualdades com as armas que tiver – quando falo em armas me refiro ao poder interno, todo conhecimento adquirido seja por estudos, experiências de vida ou trabalhos anteriores. Não existe nenhuma desculpa para aqueles que se calam ou se deixam levar como gados para conquistar seus interesses próprios, pois quando você se cala, você cala todos aqueles que um dia clamaram por ajuda.

O TREVOUS carrega em sua essência a coletividade desde de sua criação. Por aqui já passaram diversas pessoas que compartilharam suas experiências pessoais e profissionais. Através dos anos o TREVOUS vem se expandindo por outros mecanismos e consequentemente abrindo portas para o conhecimento e experiências de trabalho importantes para o crescimento profissional daqueles que ainda estão começando. Acredito que quando as pessoas se unem, elas tem maior poder de ação, e nada, absolutamente nada, me fará mudar de opinião.

Nesse momento o TREVOUS não volta, pois ele nunca partiu, nesse momento o TREVOUS se coloca, se impõe, se mostra, se estabelece como marca, ideia, coletivo e, principalmente, resistência.

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Trapalhadas sem fim

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It’s Akira!!!

Ano que vem completam 30 anos do lançamento da obra prima de Katsuhiro Ôtomo. Akira é um filme baseado no mangá lançado em 1982, de mesmo nome.

As produções daquela época eram produzidas à mão, e nesses cenários dá pra se ter idéia do trabalho que os artistas e animadores tiveram para produzir esse filme revolucionário, que se sobressaiu pela produção técnica, com a alta taxa de frames por segundo, cenários hiper realistas, efeitos sonoros e novos recursos experimentais de animação.

A gente nasce só e já nasce reclamando.

A gente nasce só e já nasce reclamando. É um tom tão fino que mais parece o choro de um gato. Não mudamos com o tempo, o que cresce é o nosso repertório e aí as reclamações só aumentam. Isso é inerente ao homem, e que bom!!! Não podemos nos contentar se algo está incomodando.

Devemos “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, por baixo, pelo lado, pelo outro, a direção pode ser escolhida, agora atitude sempre será fundamental. Reclamar das coisas e não fazer nada para mudá-las não pode estar no escopo.

E quando não há o que mudar externamente? Às vezes a necessidade de mudança está dentro de nós, mas é tão fácil culpar o namorado, a vizinha, o carteiro, a tempo, o sol e a chuva; se tiver trovão então, sai de baixo. Fatores externos são predominantes para definir as nossas escolhas se não temos um objetivo claro e metas para alcançá-lo. Pessoas determinadas vão fazer todo o percurso sem sofrer influência negativa alguma e chegarão nos seus destinos como verdadeiros vencedores.

O mundo está cheio de pessoas bem sucedidas que são criticadas e menosprezadas. “Ele teve muita sorte”. Ela deve ser garota de programa”. “Isso é lavagem de dinheiro”. Parem!!! Ou melhor, vamos parar de criticar e começar a trabalhar. Cada um sabe as adversidades que encontra todos os dias. Abraham Lincoln, Martin Luther King, Dom Hélder Câmara, Joana D’arc, e tantas referências não teriam escrito os seus nomes na história se desistissem na primeira dificuldade. Os vencedores de hoje já perderam algumas batalhas, mas o grande diferencial foi não ter desistido.


Vamos deixar de procurar culpados e começar a criar soluções. Ninguém tem culpa das suas frustrações, muito menos as pessoas mais felizes. Por mais apoio que recebamos todos os dias só a coragem irá nos permitir realizar, pois determinamos o sucesso e o fracasso que a nossa vida será.

E na boa, choro de criança dá pra aceitar, agora gente grande se lamentando é difícil encarar.

As Miniaturas de Joshua Smith

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Joshua Smith é um artista australiano, especializado na produção de maquetes em miniatura hiper realistas em escala 1:20, com materiais comuns.

Oriundo do Stencil Art, seu trabalho impressiona pelo nível de detalhes, tanto nas texturas de materiais, quanto na perfeição da reprodução dos elementos que compõem os cenários (lixos, plantas, corrosão pôsteres e etc.).

Seu trabalho já foi exposto em mais Nova York, Londres, Paris, Berlin, Japão e por toda Austrália.

Acompanhe a obra do artista pelo seu Instagram e pela Fanpage do Facebook do artista.

Somos textos esperando que alguém nos leia

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Aquele troca-troca de roupa até enfim escolher uma. Descolore, estira, encaracola; raspa o cabelo. Quadrado, redondo, vermelho, verde, colorido; cada dia uma armação diferente é colocada em frente aos olhos. Nos pés, no joelho, na polpa da bunda; uma sainha sempre cai bem. Feita, mal feita, fechada, por fazer; hoje as barbas estão em foco. Essas são algumas das formas que escrevemos na gente. Realmente não para por aí. Somos textos esperando que alguém nos leia. Somos textos ambulantes, por vezes poliglotas, prontos para comunicar algo.

A cada dia o nosso humor influencia na forma em que vamos escrever. Podemos acordar uma comédia e fazer rir até o mais sisudo dos mortais, ou um suspense que nem a gente consegue entender e por vezes um drama, para desestabilizar qualquer plateia. O local que estamos também influencia. No emprego geralmente somos um misto de argumentação e injunção, com os amigos somos uma narração, aos inimigos dedicamos a nossa descrição, que por vezes, é equivocada.

Por melhores escritores que sejamos sempre terá um analfabeto que irá ignorar todas as regras gramaticais e lerá como bem entender. Esses são os analfabetos sentimentais. Estão em todas as partes do planeta, e por se acharem diretores da cena, ignoram o lápis e já escrevem de caneta, para depois ficarem passando corretivo em tudo. Nesses casos é melhor virarmos a página.

“Por melhores escritores que sejamos sempre terá um analfabeto que irá ignorar todas as regras gramaticais e lerá como bem entender.”

Inúmeras vezes também não conseguimos decifrar alguns textos que antes eram tão familiares a nós. Seja um amigo, um primo, um vizinho, ou um irmão, parece que tudo o que tinha escrito neles hoje se apagou. Ou foi nós que mudamos a referência bibliográfica? Em meio a tantas indagações que passam a surgir tropeçamos em um novo texto e nos empolgamos tanto na leitura, que dessa vez mudamos mesmo é o capítulo todo.

Viramos uma novela mexicana quando nos expomos, lemos em voz alta e escrevemos dedicatória, mas quem mais admiramos não nos lê, nem se quer entende a nossa língua. Ô, gramática complicada! Depois disso ignoramos qualquer concordância, focamos em adjetivos, rasgamos o verbo e tudo mais que aparece na nossa frente. A verdade é que, por mais sociáveis que sejamos, sempre existirão os textos que não vamos conseguir interagir.  Essa é a grande riqueza do mundo e assim é afirmada a diversidade cultural, ou seria textual?

O fim da Cozinha Trevous?

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Após alguns contratempos pessoais e profissionais, Vinícius Tamer está voltando com a Cozinha Trevous. Muito mais intimista e otimista. Sua proposta é fazer as coisas mais SIMPLES.

Nesse primeiro passo da retomada, um certo “brother” vem dar uma ajudinha.

Veja no vídeo…

Pode ficar ligado porque vai sair uns prato esperto, sim!

Se inscreve lá!!!

Quer uma dica? Se inscreva no canal do Dr. Drauzio Varella

Em setembro do ano passado passei a acompanhar o Canal do Dr. Drauzio Varella no YouTube com a intenção de tirar dúvidas sobre algumas doenças, e assim acalmar o meu lado hipocondríaco que às vezes me tira do eixo. Além do ótimo conteúdo relacionado à saúde, o canal é muito bem produzido (palmas para o belíssimo trabalho da Uzumaki). Na mesma época, comecei a entender melhor o som do Tom Zé e suas ideias. Confesso que sou chato (e lento) com esses processos e, pra piorar, quem convive comigo acaba sofrendo as “consequências” de ter que me ouvir falar das músicas e pedir para que as pessoas prestem atenção, etc. – O mesmo aconteceu quando ouvi “Mulher do fim do mundo” de Elza Soares, inclusive recomendo ouvir AGORA o CD completo. –  Já conhecia muita coisa do Tom Zé, mas nunca tinha dado muita bola e… foi mal, voltando ao Dr.Drauzio, como nada acontece por acaso, estava olhando meus e-mails em um sábado raro de tranquilidade, quando a caixa de entrada atualiza: “Drauzio Entrevista | Tom Zé”, pensei: é sério? Sentimento de felicidade ao clicar e ter 56 minutos de papo com dois caras que passei admirar recentemente. Sei lá se isso é legal, mas queria compartilhar com quem passa por aqui.

Quem assiste vídeos no YouTube sabe, tem muita gente produzindo conteúdo bom, mas o canal do Drauzio na minha opinião é de fato “obrigatório” na sua grade. Dúvida? Sem problemas. Abaixo um vídeo para te convencer a assinar o Canal do Dr. Drauzio Varella e ativar as notificações (o famoso “sino do YouTube”). Ah, sim e mais abaixo a entrevista do Tom Zé, claro =)

Cabine – “Coisas de menina e de menino”
Esse vídeo é um dos meus preferidos! Trata-se do depoimento do menino Matteo Brandão que com certeza vai te fazer pensar um pouco sobre pequenos detalhes que passam despercebidos em relação ao que é coisa de menino ou de menina.

 

 

Entrevista com Tom Zé! 

Olha que legal: a entrevista foi cuidadosamente dividida por assuntos. Você pode clicar nas anotações no vídeo ou na descrição no YouTube.

 

 

Espero que curtam as dicas. =)