Início Site Página 29

Amanhã vai ser maior

É bom estar de volta. Ainda que para este texto de retorno, um texto com gosto de redação de férias na volta às aulas, eu planejasse escrever sobre um tema, digamos, mais específico da blogosfera. Aquela coisa umbiguista, autoreferenciada, confessional e bem humorada, que no geral é a tônica dos blogs.  Ou costumava ser, na longínqua era em que estes não geravam renda, bem diferente dos altamente comerciais blogs e blogueiros profissionais dos dias de hoje. Minha despretensiosa ideia era compor algo sobre as datas comemorativas e seus desdobramentos sociais, muitos deles até engraçados, como a obrigação em ser caridoso e compassivo no natal, romântico no dias dos namorados e por aí vai. Ando meio empolgado com a descoberta de assuntos e autores – pra variar – e intentava compartilhá-los no único espaço que possuo voz e/ou leitores, enfim, aqui nestes breves caracteres do Trevous. Mas deu no que deu. Manifestações e protestos contra o aumento das passagens, iniciados em São Paulo, deflagraram-se por todo o território nacional e, graças à pressão do meu editor junto de minha inevitável vontade de pitaquear a respeito, tive o incentivo necessário para registrar minha impressão dos acontecimentos.

Como tem muita gente especializada comentando por aí, e sendo, inclusive, tema de piada dado o contrapé em que foram pegos – sociólogos, cientistas políticos, jornalistas, curiosos e até o Datena -, decidi ater-me ao que considero mais protuberante ao (meu) olhar. Estive em dois dos protestos ocorridos no Rio de Janeiro. O da concentração na Aldeia Maracanã, domingo, 16/06, que tinha como objetivo a passeata pacífica até os portões do Mário Filho reformado e devidamente anunciado nos classificados à privatização, onde foi realizado o jogo Espanha x México; e o da última segunda-feira, 17/06, data em que, apesar dos meus joanetes revolucionários estribilharem, infelizmente não posso considerar como a “mais emocionante da minha vida, cara” (#vemprarua). Claro que o caráter apartidário, jovem, individualizado e despersonalizado através dos anonymous faces, e as pedradas nos carros da Rede Globo são, de fato, motivos de orgulho para quem achava que essa geração só queria saber de postar fotos sempre do mesmo ângulo nas redes sociais. Claro. Agora, daí a comparação apressada com movimentos como os da Primavera Árabe há uma longa distância a ser percorrida.

Lembro-me do burburinho em torno do Occupy Wall Street, um dos mais marcantes eventos da crise capitalista e retrato da insatisfação dos milhares de excluídos do jogo do capital; à época, o otimismo insuflado pela ocupação ganhou projeção, atravessou oceanos, e materializou-se em eventos similares ao redor do globo. As grandes capitais brasileiras também produziram suas ocupações: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre contribuíram com sua cota de insatisfeitos. O que também lembro, foi que boa parte da população criticou duramente as ocupações, tidas como “desnecessárias”, “coisa de gente que não tem o que fazer”. Outros setores sequer se posicionaram. Talvez pelo rarefeito entendimento dos próprios participantes a respeito de seu pleito, já que eram contra “tudo o que está aí”, o movimento foi sumariamente ignorado pela mídia nacional, salvo gratas exceções de sites e jornais independentes – todos online, comprovadamente o mais útil veículo de articulação nestes casos. Dotado de um pré-requisito teórico por vezes intelectualizado demais como necessidade para participação, o Ocupa-RJ e demais movimentos, restringiram-se a esfera dos universitários e professores, aos anarquistas e comunistas de praxe, aos indignados e a poucos e esparsos representantes de movimentos sociais. Tivemos bons GTs, debates e algumas visitas ilustres, como o filósofo marxista Antonio Negri que deu um rolé no meio das barracas na Cinelândia. Zygmunt Bauman, o sábio polonês que atua como sociólogo, sinalizou o cuidado a ser tomado para que não fossemos tragados pela ebulição do momento, pois a “modernidade líquida” ferve, quase transborda, para em seguida resfriar, voltando a seu estado inicial, sem grandes alterações para a estrutura da leiteira que a contém.

Esse amálgama de sentimentos e emoções: raiva, frustração, medo, agressividade, ansiedade, humilhação e impotência, irrompe a partir dos imprescindíveis 0,20 centavos.

O que pude observar nos dois dias de participação é que tantos anos de descaso, corrupção, criminalização da pobreza, estado penal em vez de social, atos unilaterais atendendo ao setor privado e demais desmandos e improbidades por parte do Estado, ajudaram a fermentar essa mistura que mais uma vez ferve em nossa sociedade. Esse amálgama de sentimentos e emoções: raiva, frustração, medo, agressividade, ansiedade, humilhação e impotência, irrompe a partir dos imprescindíveis 0,20 centavos. Extrapolando o ambiente universitário, e afastando as lideranças partidárias oportunistas, desta vez o impulso juvenil encontrou eco e apoio em outros segmentos. O protesto realizado durante a abertura da Copa das Confederações, embora pacífico e de tamanho incomparavelmente reduzido ao de segunda-feira, foi impedido de seguir sua marcha em direção ao estádio. Por precaução, a Polícia Militar considerou que a melhor opção era nos tangenciar em direção ao Parque da Quinta da Boa Vista e lá nos manter. Em pleno domingo, centenas de famílias aproveitavam os gramados e atrações do parque, quando foram surpreendidas por uma horda de agressivos soldados que, seguindo o raciocínio inicial, elegeram como melhor medida disparar bombas e gás de pimenta por toda parte, após trancarem as portas do Parque, vale dizer.

Francamente, que tipo de treinamento essas pessoas recebem? Isso é um claro indicativo da política leiloada do governo do estado, defensora, sobretudo dos contratos de negócio afirmados. Na última passeata, a convocação foi maior. Houve mudança de discurso na cobertura efetuada pela grande mídia. O sentido pacífico, reivindicante do movimento, foi retratado, pulgas atrás de nossas orelhas à parte, havia luz no horizonte. Porém, mais uma vez, a força coercitiva mostrou-se renitente em permitir a livre manifestação e bloqueou o acesso ao prédio da ALERJ, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ora, ao tentarem impedir o acesso a uma edificação emblemática, símbolo de uma tomada de poder, ainda que temporária, a Polícia Militar usou de seu conhecimento repressivo e incendiou o rastilho desenrolado desde o início do trajeto lá na Candelária. Uma vez aceso foi, surpreendentemente, incapaz de conter a explosão. Aqui cabem uma ou mais perguntas: por que tão poucos policiais protegendo a ALERJ? Por que os reforços demoraram tanto a chegar? Essas dúvidas surgem quando se compara essa ação – policiais acuados e feridos, correndo para salvar as próprias vidas – às da Quinta da Boa Vista e seu desmesurado uso de força, a despeito das crianças e idosos envolvidos, além da pífia reportagem sobre o acontecido. Haveria a intenção de desqualificar o movimento, salvaguardados pela cobertura do quebra-quebra? Seria a “baderna” o ponto cego a ser explorado? São questões que se nos apresentam. Os protestos devem continuar. Nos vemos na Candelária!

Eu podia estar roubando. Mas eu estou protestando.

Do mundo real para o mundo virtual e vice e versa. Entre palavras de ordem, cartazes e hashtags, o Brasil acordou. E dentro de tantos motivos para fazer justiça com as próprias mãos, milhares de jovens, adultos e idosos (92 anos até), saem às ruas para reivindicarem o que é nosso por direito: justiça.

Não à violência, não ao sangue, muito menos às balas de borracha. Sim às verdades, ao povo na rua, aos protestos pacíficos. Essa batalha não tem uma bandeira político partidária, nem são apenas 20 centavos. São os milhares de centavos que pagamos de impostos e nada é feito, pelos milhares de aumentos abusivos onde só os empresários são favorecidos e contra os inúmeros políticos corruptos e omissos.

Ouviram do Iriparanga, da Paulista, da Consolação
Assistiram da TV, ouviram no rádio e viram na internet
Os brasileiros querem mudar a nação
E agora não estão apenas respondendo enquetes

O gigante acordou e saiu às ruas
Porque as ruas são o seu lugar
A passarela das verdades nuas
Que mostram na tela a vontade de mudar

Os 20 centavos mais valiosos do Brasil
Era para ser mais um aumento de passagem
E foi um certeiro tiro de fuzil
Aos que detém a impunidade

Acorda Brasil, vem para a rua
Que esse é o seu lugar
A rua é toda sua
E lá você pode sonhar lutar.

Carro é feito bunda, cada um tem o seu

São muitas opções de carro à venda no mercado e cada indivíduo opta por um ao seu gosto, isso também acontece com os adesivos. São tantos estilos, estampas… esquisitices!!! Alguns buscam enaltecer uma religião, um estado, um país ou um time de coração. Outros defendem uma ideologia, um estilo de vida ou mesmo um ritmo musical. A verdade é que para o vizinho o adesivo do outro sempre vai ser cafona, porque gosto por adesivo é pessoal e intransferível.

Um taxista baiano chamado Mauro Bispo diz que já gastou R$ 1,6 mil e quer chegar a 25 mil adesivos para personalizar o interior do seu veículo e já jogou fora 4.580 selos que se descolaram sozinhos.

Algumas pessoas aderiram ao Sticker Bomb, que aqui no Brasil é chamado de Bombardeio de Adesivos. É uma prática, que já se tornou uma das sensações automotivas de personalização. Vai além de alguns adesivos na lataria ou no vidro do carro, é um turbilhão de colantes. Antes mesmo de colorir o carro, o sticker é uma arte de rua, que combinada a grafites colore as cidades, normalmente com imagens divertidas e chamativas com alguns personagens conhecidos, principalmente originários da internet.

E inspirada nas ruas e nos carros dos vizinhos é que fiz esse cordel para vocês.

Nos carros dos vizinhos…

A verdade é que carros e adesivos são feito bunda, cada um tem e cuida dos seus. Que bom.

Poesias numa hora dessas? Sim!

0

A poesia falada não é muito famosa nem muito praticada no Brasil. É uma forma de expor ideias e ideais livremente, numa métrica poética e artistica. Surgida dos saraus de poesia de Nova York, Sarah Kay é uma jovem expoente desse tipo de manifestação artística que nos leva às mesmas sensações emocionais que sentimos quando lemos um belo poema ou quando vemos uma bela performance teatral. Ela fez essa palestra no TED em 2011. Confira:

[ted id=1100 lang=pt-br]
Não esqueça de ativar as legendas para o Português =)

Autor: Sarah Kay | Atividade: Poetisa | url: www.kaysarahsera.com

 

Os Três de São Gonçalo

Há algum tempo evito os telejornais das redes privadas. Dou preferência aos da rede pública ou às mídias impressas, os periódicos. Não por questão de afinidade intelectual, discordâncias além das aceitáveis, ou pelos excessivos comerciais. Estes, por si só, configurariam motivos suficientes. Mas não só. Não os assisto, pois a temática principal destes é, prioritariamente, o entretenimento. A falência e a corrupção da cidade. O senso de moral, a família e os costumes tradicionais são atacados diariamente pelo tom erosivo de coberturas cada vez mais explícitas. Casos aterradores de violência policial e marginal, entrecortados por escândalos e desvios de verba, dão a tônica das matérias. Com doses generosas de cinismo, os apresentadores, após noticiarem crimes hediondos, emendam um sorriso publicitário em promoção de algum evento cultural. Nem sempre é possível. Esta semana, em face da natureza irracional de um crime cometido, um mal-estar tomou conta da usual atmosfera “morde-assopra”. O estupro da turista americana cometido por três jovens brasileiros em uma van, trouxe a tona o sentimento de revolta típico dos casos atrozes. Além da total ausência de arrependimento por parte dos autores, que usaram de toques de crueldade durante a prática do delito, chamou-me a atenção o teor simbólico de seus atos.

As vítimas, dois turistas estrangeiros. Francês e americana, respectivamente. Países que apesar da crise atual, possuem índices econômicos e educacionais muito superiores aos brasileiros. Nações que exportam seus jovens mundo afora, patrocinados por moedas estáveis e programas de intercâmbio acessíveis. Movidos por certo tipo de altruísmo pós-colonial, muitos destes jovens buscam o bom clima e o exotismo dos países em desenvolvimento para empreender sua cota de ajuda internacional. Envolvem-se em variados programas sociais, ensinam idiomas a camponeses, distribuem cestas básicas em favelas, compartilham conhecimento e, de quebra, dançam samba, comem acarajé e voltam cheios de experiências. Por vezes negativas; infelizmente, mais vezes do que gostaríamos de admitir.

Os criminosos, brasileiros, cariocas por terem nascido no estado do Rio, mas muito distantes do cenário praia-pôr-do-sol-posto-nove. Oriundos de São Gonçalo, segundo município mais populoso do estado, portador de carências diversas, cuja enorme extensão só é conhecida em sua totalidade pelos locais ou por alguns bravos aventureiros do terceiro setor. Jovens também. A média de idade, assim como das vítimas, de 21 anos. Negros, pobres e acima do peso, há algum tempo fretavam uma van com intuito de fazer “ganhos” pela cidade, como sabemos a partir das novas queixas prestadas por antigas vítimas. Rodavam Copacabana-Centro cobrando passagens, com auxílio de um menor de idade como trocador. Escolhiam suas vítimas a dedo, utilizando o critério de fragilidade e maior rentabilidade. Um protocolo comum aos assaltantes. Mas o que o trio escondia de mais sombrio – agora desvelado pelo fim do silêncio das vítimas – era a predileção por mulheres, em especial, o gosto pela violência sexual. Na noite do acontecido, seguiam o plano como de costume. Movidos por álcool e energéticos, assim como muitos jovens de classe média o fazem nas noites de sábado, dirigiam pelas ruas da cidade. No rádio os pagodes e sertanejos de praxe. A brisa marinha vinda pelas janelas abertas, junto do torpor das bebidas, tornavam o trabalho quase relaxante. O que os levou ao frenesi de loucura que se seguiria? Talvez a facilidade do roubo dos gringos, belos, bem alimentados, com roupas e tênis transados além da grana no bolso para curtir a noite da Lapa? O desgosto e insatisfação provocados pelo papel de meros funcionários, subalternos como foram a vida inteira, como foram seus pais, seus avós e seus vizinhos.

“Materializado no jovem francês ensanguentado, a golpes de chave-de-rodas reavivaram nos setores mais conservadores a necessidade de punições mais rigorosas, mais coerção, mais repressão, bairrismos. (…)”

Nada que justifique o ato horroroso, digno de um conto de Rubem Fonseca. Arrisco dizer que o ódio e a ira latentes destes jovens não irrompeu neste momento por acaso. A intensidade das ofensas físicas, morais e psicológicas infligidas, vieram dar vazão a uma pulsão animal contida pelo freio da taxa de desemprego, pelas más condições de habitação. Saídos dos morros do Bumba, do Salgueiro, Mutuá, Pira e tantas outras comunidades existentes por “aquelas terras de lá”, levaram às telas do horário nobre o lado mais cruel da exclusão, da ignorância e da omissão. Após o estupro e espancamento das vítimas, saíram a fazer compras com os cartões de crédito roubados, emblema da sociedade de consumo. Materializado no jovem francês ensanguentado, a golpes de chave-de-rodas reavivaram nos setores mais conservadores a necessidade de punições mais rigorosas, mais coerção, mais repressão, bairrismos. Como lido por mim em alguns comentários: “gente que sai de lá pra roubar aqui (…) depois vão falar de direitos humanos.

Outro aspecto considerável, a violência através de estupro coletivo, denota a tentativa de maximizar o dano, atingindo a mulher no que possui de mais precioso, sua integridade feminina. Motivo de inveja e rancor, deflagrada em agressão, a beleza da vítima configurou um agravante contra sua situação. Nos tempos de discussão sobre as relações de gênero, é paradoxal que a violência contra mulheres pareça aumentar. A questão por ser levantada, desmascara o ranço preconceituoso e torna evidente a lógica machista dos agressores. Casos como os ocorridos na Índia, tornam-se inaceitáveis pela sociedade, e o clamor por punições exemplares se faz presente. Vítimas de abusos começam a reunir coragem para depor. Até isto pesou contra os três de São Gonçalo, o momento histórico não favorável, o holofote voltado a cidade que sediará as Olimpíadas.

Poucos dias depois, como era esperado, a jovem norte-americana embarcou de volta aos EUA. Do rapaz ainda não temos notícias. Os criminosos aguardam na prisão os próximos movimentos da justiça. A mãe de um deles fez declarações comoventes aos jornais. Seguimos atentos ao drama da vida real. Em suas casas, amedrontados, os telespectadores alternam com seus controles remotos entre o sentimento de vingança estilo Velho testamento e os sorrisos inevitáveis frente às gaiatices coloridas do programa Esquenta. Bipolaridade com qualidade digital.

Sejamos eternas crianças!

Queria poder provar que crescer temporalmente e fisiologicamente não devia nos fazer deixar de ter pensamentos lúdicos.

Quanto mais nos mantivermos capazes de brincar, de nos encantarmos por coisas simples, de uma vez por mês babarmos pela lua cheia, de rirmos por nos sujar com calda de sorvete, tentando lambê-la, de andarmos de bicicleta pelo prazer, além da consciência ambiental, menos teremos a sensação de envelhecer.

Poeticamente, nosso cérebro deve achar que estamos ainda crianças e vai nos deixar mais leves, mais naturalmente felizes, querendo o prazer simples das coisas sempre. Tudo pode virar um brinquedo! Diga aí, vc adulto hoje, quando vc vê um carrinho de ferro ou uma boneca, não há ai dentro de vc uma cosquinha que te faça querer brincar com aquilo?

Como são raras as crianças antipáticas! Mesmo a cara de birra ou choro traz uma forma suave.

Só não devemos carregar culpa por sermos assim, é necessário ter força para ignorar os adultos, feios, bobos e chatos.

Uma criança que é respeitada, que é educada com valores éticos e livres, que recebe limites lógicos que sempre ensinam, que tem seu espaço da brincadeira respeitado pelos cuidadores praticamente não fica doente. Se conseguirmos nos manter com essa chama da energia infantil na vida adulta chegaremos à idade de avós e avôs tão preparados que os netos agradecerão.

“Não existe uma fórmula para viver, quem disser que há está apenas experimentando um jeito que lhe cabe.”

Absolutamente sem nenhuma conotação nem denotação religiosa, quase todas as noites antes de dormir olho pro céu… e durante o dia pelo menos quatro vezes. Faço isso buscando nuvens e formas, é uma brincadeira que aprendi com cinco anos e nunca parei de brincar. A bioquímica é simples. Se me sinto bem fazendo isso, essa brincadeira me dá prazer, me deixa feliz, produzo e disparo mais serotonina em meus neurônios e meu nível de cortisol cai, diminuindo o estresse.

Essa forma de ver o mundo, às vezes criticada, me ajudou muito a vivenciar a infância de minha filha. Como era fácil de ver o tamanho de seu sofrimento por interromper uma brincadeira, por ser contrariada por coisas banais ao olhar do adulto, mas do tamanho do universo que ela habitava.

Foi esse olhar que me fez respeitar suas emoções de cada momento e ajudou a conduzir sua educação. Hoje ela se expressa de uma forma tão livre, luta pelo seu direito de falar e argumentar, defendendo seus pontos de vista, num pensamento sempre reflexivo e lógico.

Não existe uma fórmula para viver, quem disser que há está apenas experimentando um jeito que lhe cabe. Pode dar certo, pode acomodar, pode incomodar, pode adaptar. Tudo é possível. Mas não existe uma forma certa, padrão. Quando vemos o resultado, conseguimos concluir se o que foi feito foi bom. Criei uma prática paterna, da minha experiência diária de ser pai por quase onze anos, por enquanto parace estar dando certo.

Que tal imediatamente após terminar de ler esse texto, você olhar para o céu?

Clássicos etnográficos: Corumbiara

A  região  da Gleba Corumbiara, Rondônia, a partir de 1970 passou por demarcações e foram estabelecidas ali grandes propriedades rurais, ocupadas por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros gerando conflito com os povos nativos. Em 1985, o indigenista Marcelo Santos, denunciou um massacre de índios, e Vincent Carelli filmou o que restava das evidências. Bárbaro demais, o caso passa por fantasia, e cai no esquecimento. Marcelo e sua equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois, o filme por eles produzidos, “Corumbiara” retrata essa busca e a versão dos índios. O filme faturou diversos prêmios dentre eles o  Prêmio de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Filme do Júri popular, Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema no 37º Festival de Cinema de Gramado (09 a 15 de agosto de 2009) além de menção honrosa no 14º Festival É tudo Verdade.

Arte em família

Bill Gekas é australiano, aprendeu a fotografar sozinho com uma câmera analógica 35mm. Em 2005 começou a desbravar a arte da fotografia digital. O diferencial? Ele reproduz quadros famosos em fotografia, usando como artista principal sua própria filha. Já ganhou dezenas de prêmios internacionais com suas fotos. Fotos originais também fazem parte do seu portfolio, sempre com sua musa inspiradora.

Confira:

Ser

Eu existo, sei disso. Minha vida me pertence. Faço com ela o que eu quiser, e sou responsável pelas consequências das minhas escolhas. O estado (que SEMPRE deve ser laico) jamais vai poder legislar sobre minhas escolhas individuais. Sim sou individual, sou único, um universo inteiro contido em mim. Trilhões de sinapses produzindo pensamentos, construindo realidades. Energia pura, química, elementar, fluindo e me constituindo como ser que sou.

“Somos seres relacionais, como podemos querer ter a pretensão de rotular ou legislar sobre o amor. O amor somos nós!”

Tenho hoje a mulher momentânea da minha vida, que assim se perdure enquanto infinito for. Somos seres constituídos de amor. Se Deus existe, ele jamais iria se opor a algo tão sublime, logo o amor é livre. Como nós, livres, condenados a sermos livres, donos do nosso corpo, mente e vontade. O que nos move é o amor. Somos seres relacionais, como podemos querer ter a pretensão de rotular ou legislar sobre o amor. O amor somos nós!

O amor é o que nos faz o coletivo que somos, portanto não deve haver diferenciação entre pessoas, todos os seres podem e devem fazer uso irrestrito do amor. De todas as formas, de todos os jeitos, com toda intensidade que convier.

A grande inimiga da liberdade e do amor é a necessidade. O amor sempre bastaria se todos se respeitassem, se cada um cuidasse bem do individual e desse espaço à necessária presença do senso de coletividade.

Se existimos, sem saber “(…) ao que será se destina”, se sou livre e tenho amor, por que precisaria de alguém pra me dizer o que devo ou não fazer com minhas escolhas? Por que precisaria de alguém pra me dizer o que é certo ou errado, sendo que no amor (respeito) essa dualidade não existe? Não preciso! Tenho minha liberdade e arco com minhas responsabilidades. Não existe normalidade, porque cada um é um universo em si. Ninguém pode contradizer isso, ninguém pode julgar o amor do outro, ninguém pode dizer o que o outro deve fazer. Não importa como somos, não importa quem somos, não importa de onde viemos, todos iremos ao encontro do inevitável, do mal irremediável, nascemos um dia, morreremos algum dia, duas perguntas precisam sempre estar sendo feitas: O que eu fiz do meu nascimento até aqui e o que eu vou fazer daqui até morrer?

A escolha é sempre sua, não deixe NINGUÉM NUNCA pensar por você.

As últimas semanas de Ary Barroso

No meu último post aqui no Trevous falei sobre alguns dos nomes centenários de nossa música, entre eles, Ary Barroso, um dos maiores compositores brasileiros. Aproveitando a curiosidade despertada pela pequena pesquisa que fiz para o artigo, decidi assistir ao musical “Ary Barroso –  do princípio ao fim”, escrito, dirigido e estrelado por Diogo Vilela, em suas últimas semanas em cartaz no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Então cá estou para, modestamente, compartilhar com vocês minhas impressões sobre o espetáculo e também para trocar um dedo de prosa com Alan Rocha, um dos integrantes do elenco.

Quando decidi escrever este artigo, pensei em iniciá-lo falando um pouco sobre a vida de Ary. No entanto, mudei de ideia logo que terminou o espetáculo: escrever uma pequena nota biográfica sobre o homenageado tornar-se-ia uma tarefa inglória, e também redundante, uma vez que o musical já conta (e canta) sua vida e obra de forma encantadora e singela, na medida certa; tudo mais que eu viesse a comentar seria inútil, além de tirar um pouco do gosto de quem ainda quer assisti-lo no teatro. Nas palavras do próprio Diogo: “Nosso espetáculo apresenta, além das múltiplas facetas do grande compositor, suas mágoas, desafetos e músicas com grande teor de romantismo, como nos mostra seu legado, banhado de canções que habitam, sem que saibamos, o inconsciente brasileiro.”

Além de Diogo Vilela, fazem parte do elenco Ana Baird, Alan Rocha, Esdras de Lucia, Mariana Baltar, Reynaldo Machado, Carlos Leça, Marcos Sacramento e Tânia Alves. A música (e que música!) fica por conta de Josimar Carneiro (direção musical, violão e guitarra), Henrique Band (saxofone e flauta), Gabriel Geszti (piano e acordeom), André Boxexa (bateria e percussão), além de Roberto Bahal (pianista acompanhador).

O espetáculo de cerca de duas horas e meia, dividido em dois atos, mostra Ary no seu último dia de vida, um domingo de Carnaval no ano de 1964. Na cama do hospital, ele recebe a visita de sambistas do Império Serrano, que o convidam para o desfile da escola, com enredo em sua homenagem, prestes a entrar na avenida. Trata-se de “Aquarela brasileira”, enredo cujo samba, de autoria de Silas de Oliveira, é um dos mais famosos sambas-enredo de todos os tempos, cantado à exaustão ano após ano em cada carnaval: “Vejam, essa maravilha de cenário / É um episódio relicário…” (aliás, confesso que só recentemente, pesquisando para o artigo, é que descobri que este enredo foi uma homenagem à Ary Barroso). A partir daí, misturando memórias e delírios, em conversa com os sambista que o homenageiam, Ary vai contando sua vida, lembrando suas músicas, seu trabalho como pianista de cinema, como apresentador de programas de rádio e locutor esportivo. Ao citar grandes nomes de nossa música com quem Ary conviveu e trabalhou, o espetáculo acaba fazendo uma série de pequenas e belas homenagens: vemos em cena Lamartine Babo, Aracy Cortes, Linda Batista, Carmen Miranda, Elizeth Cardoso e até Tião Macalé (comediante do famoso bordão “Nojento! Tchã!” no programa Os Trapalhões) que era responsável por tocar o gongo, ao comando de Ary, indicando a eliminação dos pobres calouros no programa de rádio. Ao todo são apresentadas 25 músicas, a maioria de autoria do próprio Ary, além de outras, que de uma forma ou outra ajudam a contar a vida do personagem central. Destaque também para a série de “causos” (todos reais!) da vida de Ary que o texto relembra, como a aposta que fez sobre um jogo Fla-Flu, o motivo de ter recusado o convite de Walt Disney para ser diretor musical de sua produtora, e as pérolas cantadas pelos calouros em seu programa.

Entrevista com o ator Alan Rocha

Em 2008 fui um dos arranjadores do álbum “Bonde Folia” da Orquestra Popular Céu na Terra, grupo carioca com um repertório muito brasileiro e diversificado, que inclui sambas, marchinhas, maxixes, frevos, cirandas e maracatus, além de ser um dos blocos mais populares do carnaval de rua do Rio. Na ocasião conheci Alan Rocha, cavaquinista e um dos cantores do grupo, e hoje tenho o prazer de entrevistá-lo para conhecer um pouco mais sobre seu trabalho e sobre a produção de “Ary Barroso – do princípio ao fim”.

Eu já conhecia o Alan Rocha cantor e cavaquinista, mas o Alan Rocha ator foi uma grata surpresa. Esta é sua primeira experiência no teatro? Fale um pouco de sua trajetória.

Alan: A música me levou ao teatro e acho que no fundo eu já tinha essa vontade de atuar. A primeira peça que fiz foi no Retiro dos Artistas, eu era músico e tocava percussão. A outra peça foi da Cia. dos Comuns, que precisava de músicos negros que tocassem instrumentos de harmonia ou melodia, eu fiz o teste e passei; depois de tanto dar sugestões, virei assistente do diretor musical Jarbas Bittencourt.

Em 2006 minha visão de teatro mudou bastante. Minha professora de cavaquinho Luciana Rabello me convidou para ser músico do espetáculo “Besouro Cordão de Ouro”, de Paulo César Pinheiro. Nessa peça havia dois músicos fantásticos de Minas Gerais, Maurício Tizumba e Sérgio Perere, que também atuavam no espetáculo; com isso pensei que poderia dar certo fazer as duas coisas. Nessa peça já tinha umas falas com todos juntos e em 2008 eu tive a oportunidade de substituir um ator que não pôde fazer o Besouro [personagem principal do espetáculo]… Daí por diante fiz umas oficinas de teatro e continuei a substituí-lo. Passei no teste da peça “É samba na veia – Candeia” com direção de André Paes Leme e direção musical de Fábio Nin, onde fui músico e ator, em 2008. Depois vieram testes pra comerciais, e fiz alguns, e agora o “Ary Barroso”.

Como foi o trabalho de preparação para o musical? Os ensaios continuam após a estreia?

Alan: Foi bem intenso, pois começamos os ensaios dois meses antes da estréia; tínhamos um dia de folga na semana. Além do texto, temos dança e música, aí é necessário muita concentração e preparo corporal. Após a estréia só ensaiamos algumas mudanças rápidas e os ensaios acabaram.

E no palco, como acontece a interação dos atores/cantores com o músicos? Vocês trabalham com algum tipo de retorno ou algo como uma gravação-guia para não perder o momento exato de cantar?

Alan: Nossa interação acontece mais fora do palco, pois uma tela nos separa dos músicos [Uma tela translúcida no fundo do palco, fazendo um efeito muito bonito: no primeiro plano os atores, e no plano de fundo os músicos com iluminação difusa]. Nossa interação é através da audição, diferente da interação dos atores, com olhares e toques, por exemplo. É na hora do samba-enredo, no início e no fim do espetáculo, onde todos nós [músicos e atores] simbolizamos os sambistas e componentes do Império Serrano, que sinto maior essa unidade.

Os músicos e o diretor musical têm um fone de retorno, e as frases do texto estão escritas na partitura, e o diretor faz a contagem pros músicos. Nós [atores] temos um retorno no palco para ouvir a banda.

Como é a experiência de trabalhar com nomes consagrados como Diogo Vilela e Tânia Alves?

Alan: Como diz a música do Ary, “é luxo só”. Estou numa faculdade onde só tem excelentes mestres, e ainda tem o grande Amir Haddad [supervisor artístico]. O Diogo é craque, jogando em várias posições, dirigindo, atuando e escrevendo, está sempre buscando o melhor de nós, sabe exatamente o quê podemos acrescentar ao espetáculo, e tudo vai fluindo; eu lanço umas coisas e depois vou conversar com ele pra saber se é o caminho. E a Tânia é uma querida, estou sempre perguntando alguma coisa pra saber o quê ela acha. Ela sempre sorridente vem dar umas dicas, incentivar… E eu entrei nessa faculdade gostando e buscando aprender em todas as aulas.

Você e Reynaldo Machado roubam a cena no início do segundo ato, com a interpretação da música “Boneca de pixe”, num dos momentos mais engraçados do musical. Além deste, que outro(s) momento(s) do espetáculo você destacaria?

Alan: Poxa, que isso, obrigado! Tem outros momentos de outros atores que adoro. Ana Baird cantando “Risque”, Marcos Sacramento cantando “Três lágrimas”, os sambistas do Bando da Lua com Carmem Miranda interpretada por Mariana Baltar… Tem um texto em que o Diogo diz que devemos valorizar nossa música, e que relembra Zezé Gonzaga, Mário Lago, Orlando Silva e outros… Ah, e a parte do programa de auditório é demais! (risos)

Em que mais você tem trabalhado, em quais outras produções está envolvido atualmente? Continua na Orquestra Popular Céu na Terra?

Alan: Sim, ainda estou na Orquestra, e ano passado criei um novo show que foi aprovado pelo SESI, e realizamos um show chamado “Brasileirando”, onde foram abordados vários gêneros musicais, com uns momentos reservados para intervenções com danças, textos, ou cenas. Também fui convidado para fazer o filme “Pixinguinha”, onde meu personagem é de grande importância na história do nosso Santo Pixinguinha: é o China, violão de 7 cordas dos Batutas [Os Oito Batutas foi um famoso grupo do qual Pixinguinha fez parte, por volta de 1920] e quem leva o irmão para a vida boêmia da noite. Além disso estou pensando muito num trabalho solo para este ano… Quem sabe transformar o show que faço em homenagem ao mestre Candeia em CD… Vamos ver, meu camarada! (risos)

***

“Ary Barroso – do princípio ao fim” é a prova de que não são necessárias superproduções para se fazer um trabalho de alto nível. Com um elenco e um grupo musical modestos em quantidade mas ricos em qualidade, o espetáculo faz uma bela e justa homenagem à um dos maiores pilares de nossa música. É divertido, leve, emocionante, despretensioso e delicioso de assistir. Um programa mais do que recomendado para uma noite de verão carioca, pois além de tudo faz reverberar um pouco mais em nosso peito o carnaval recém-acabado, o misto de alegria e tristeza dessa festa, a escola à beira da avenida, o gênio à beira da morte.

[box type=”info” size=”medium” ]Em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, Centro do Rio, de quinta à domingo, às 19:30hs, até 31 de março (ainda dá tempo!). As sessões de quinta têm preços populares e os ingressos esgotam mais rápido, portanto é necessário comprar com alguns dias de antecedência. Mais informações em www.facebook.com/AryBarrosoDiogoVilela[/box]

Audrey não morreu?

Audrey Hepburn nos deixou há 20 anos, mas está mais presente do que nunca neste comercial de um chocolate britânico. Não é a primeira vez que uma celebridade do cinema é ressuscitada por meio de computação gráfica. O vídeo demorou um ano para ser feito, e a permissão foi dada pelos filhos da musa, incitados pelo amor de Audrey ao chocolate. Uma vez musa, sempre musa!

Personalidades de inúmeros papéis

O dia é 8 de março de 1957. Operárias de uma fábrica em Nova Iorque, que trabalham 16 horas por dia e salário inferior ao masculino, reivindicam melhores condições de trabalho fazendo uma grande greve. A violência marca a manifestação. Repressão, incêndio e aproximadamente 130 tecelãs morrem carbonizadas trancadas dentro da fábrica, num ato totalmente desumano.
Anos depois, em 1975, a data é oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas), tornando o dia  8 de março o “Dia Internacional da Mulher”. Uma data não apenas para comemorar, mas sim, refletir e debater o papel da mulher na sociedade.

Ou seriam os papéis?

Judite é mãe de três filhos. Daí ela já é mãe três vezes. Professora de escola pública precisa acordar cedo para organizar a casa, aí ela já é dona de casa. Prepara o café da manhã em sua função de chef de cozinha e joga o lixo fora, após aguar as plantas do quintal sendo zeladora. Já na hora de acordar as crianças ela pega alguns baldes de água na pia de fora da casa e coloca dentro do banheiro para que os meninos possam tomar banho. Com um pente ela faz cachinhos no cabelo da caçula Manoella e coloca perfume nos três, na sua função de personal style.

“Hoje no Brasil e em todo o mundo, muitas Judites levantaram cedo e receberam rosas, bombons e votos de felicidades, no meio das suas rotinas de grandes guerreiras.”

Já na caminhada para a escola, Judite vai cantando as canções que as crianças gostam e é uma verdadeira estrela da música. Na sala de aula é dia de prova e os alunos estão com os nervos à flor da pele, mas Judite sabe conversar e acalmar, na sua função de psicóloga. Ao término da jornada de trabalho Maria Clara, a filha do meio, irá ajudar sua mãe a fazer a feira. Depois é claro, de Judite ter ido pagar as contas em uma lotérica perto de casa. No resto do dia ainda tem prova pra corrigir, filhos pra ensinar, roupas pra lavar, jantar pra fazer, apostila para estudar…

Hoje no Brasil e em todo o mundo, muitas Judites levantaram cedo e receberam rosas, bombons e votos de felicidades, no meio das suas rotinas de grandes guerreiras. E ganharam mais forças para conquistarem seus ideais e mais datas importantes em suas jornadas. Como 24 de fevereiro de 1932 quando o direito de votar e serem eleitas em cargos no executivos e legislativos passou a ser uma realidade para as brasileiras, 1870 para a francesas que passaram a ter acesso aos cursos de Medicina, 1862 quando as suecas puderam votar pela primeira vez, 1874 quando as japonesas receberam a primeira escola para moças e tantas outras datas na história.

Além de datas, mulheres de destaque: Leila Diniz em defesa da liberdade de expressão feminina, do direito ao prazer e à opinião. Frida Kahlo considerada por muitos a pintora do século. Joana Dar’c, descendente de camponeses ajudou a França a vencer a Guerra dos Cem Anos. Princesa Isabel, foi cognominada a Redentora por ter, através da Lei Áurea, abolido a escravidão no Brasil. Anita Garilbaldi, companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos” e considerada uma das mulheres mais fortes e corajosas da história. Cora Coralina, uma das principais escritoras brasileiras e um verdadeiro exemplo. Publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade. Madre Teresa de Calcutá considerada por muitos como a missionária do século XX. Maria da Penha batalhadora dos direitos das mulheres, sua história inspirou em 2006 o então presidente Lula a criar uma lei que leva o seu nome, que aumenta o rigor das punições às agressões contra a mulher. Dilma Rousseff, primeira brasileira a se tornar presidente.

Entre muitas histórias, e também, muito trabalho, a mulher mostra todos os dias que o sexo frágil está longe de ter um rótulo cabível para decifrá-la. Além de tudo, nada as impedem de passar o dia trabalhando e ainda em cima de um salto, maquiadas e cheirosas. Verdadeiras flores que fazem do mundo mais bonito e desenvolvido.

Feliz dia das mulheres. Feliz todos os dias.