GABRIEL FIGUEIRA

OS FILMES QUE EU FIZ NA QUARENTENA

Uma handycam velha que pertenceu à minha mãe foi o que me motivou a começar a fazer filmes na quarentena. Ela a usava basicamente para registrar seus tratamentos como fonoaudióloga e, depois que ela faleceu, em 2016, a câmera ficou jogada em um canto qualquer da casa, pegando poeira. Quando minha irmã a reencontrou, há alguns meses, eu vi como uma oportunidade de fazer alguns filmes no improviso, sem muito planejamento, mesmo que com a qualidade precária. Até o momento deste texto, eu fiz 9 curtas.

Primeiro eu fiz uns registros da minha vó. Filmei ela cortando meu cabelo:

E filmei ela mostrando algumas coisas do seu ateliê (ela é artesã e artista plástica):

Meu terceiro filme foi basicamente um filme sobre eu descer no meu quintal para fazer embaixadinhas, um dos meus primeiros hábitos da quarentena:

Outra coisa que fiz muito: jogar buraco com a minha vó e minha namorada. Também fiz um filme sobre isso:

Um dia, a câmera caiu no chão e a imagem ficou toda distorcida, o que “me fez descobrir um universo paralelo”:

Devido à queda da câmera, um amigo se sensibilizou e me cedeu sua handycam, também antiga, porém com uma qualidade melhor e de uma marca mais conhecida (JVC). O único desafio é que a bateria estava viciada e eu só poderia usá-la conectada à tomada.

Durante a quarentena, uma das atividades que eu mais pratiquei foi o xadrez. Baseado nisso, fiz um filme imaginando os sentimentos que as peças têm. Meu primeiro com a JVC:

Minha namorada, Alice, sempre vai dormir mais cedo que eu. Um dia eu a fiquei observando e imaginei o que ela poderia estar sonhando baseado em sua expressão corporal:

No meio da quarentena, meu celular deu “pau” e eu precisei comprar outro. O anterior me impossibilitava de filmar, por falta de memória, além de presença de manchas na lente. Um dia eu estava estendendo minha roupa lavada e… Do lado da minha casa, passa um rio, o Rio Anil. Comecei a observá-lo e notar os movimentos das garças que ali estavam. Peguei meu celular novo e registrei. No fim das contas, acabei pegando outras imagens e fazendo um filme sobre o rio:

Até o momento em que estou escrevendo este texto, meu último filme foi “O Matador de Mosquitos”, feito com a JVC, quase que um “filme-vingança” baseado na raiva que eu sinto de ser picado por mosquitos durante a noite:

Acredito que todos esses filmes dizem muito sobre a minha experiência em casa nesse período de Pandemia e foram importantíssimos para me manter ativo, fazendo o que eu mais gosto de fazer: Cinema.

Além disso, deixo aqui o link do filme que fiz recentemente, após este texto, experimentando o diálogo com atores:

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