Fé, Arte e Cultura popular: conheça o trabalho de Guy Veloso

O fotógrafo Guy Benchimol de Veloso nasceu em 1969 e trabalha em Belém-PA, metrópole amazônica com cerca de 1,5 milhão de habitantes. Advogado de formação, fotografa desde 1989 e possui diversas publicações nacionais e internacionais. Seus projetos, de cunho antropológico, demoram anos para serem apresentados ao público devido a extensa pesquisa e seu envolvimento com o objeto. O assunto “religião” é o mais recorrente, em especial, “o uso do corpo como transcendência”, além destes, conceitos como fé, arte e cultura popular estão presentes intimamente em seu trabalho.

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O que no início funcionava como exercício de expressão pessoal, foi ganhando espaço a partir da viagem do autor em 1993 por 37 dias a pé no Caminho de Santiago de Compostela, milenar rota espanhola de peregrinação. Sua profissionalização, porém, pode ser marcada, quando inicia no sertão do Nordeste brasileiro uma série de investigações sobre o catolicismo popular que vai resultar no Projeto “Entre a Fé e a Febre: Retratos”. Nascia aí sua paixão pelo tema.

entre a fé e a febre

Convidado pelos curadores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, Guy Veloso exibiu o ensaio documental “Penitentes” na Bienal Internacional de São Paulo de 2010. As imagens escolhidas para a exposição são um recorte de um projeto maior e inédito iniciado em 2002, “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, curado por Rosely Nakagawa, feito com equipamento analógico, com previsão de durar 13 anos.

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Em 2009, Veloso foi o primeiro pesquisador a levantar a teoria de que estas confrarias de tradição oral, grande parte de difícil acesso ou até sigilosas, poderiam ocorrer nas 5 regiões do Brasil. No ano seguinte provou e publicou sua teoria cobrindo o país inteiro com 117 grupos documentados.

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Em 2012, foi curador-geral de Fotografia Contemporânea Brasileira na 23ª Bienal Europalia, com a mostra Extremos, dedicada a Thomas Farkas: “Extremos traz um país divisado pelos contrastes, mas sem fronteiras de criação; investiga a própria atualidade, exercendo leituras de si e do mundo” – Guy Veloso.

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