O Jornal de Casa: da casa de Victor Camejo para o mundo


Um jornalzinho criado por Victor Camejo, aquele que veio do Norte para desgraçar sua cabeça com muito bom humor

Tragédia ou farsa? Esta é a pergunta que me fica sempre que termino um episódio do “Jornal de Casa” de Victor Camejo. Já com 54 episódios (até o momento em que escrevia esse texto) o jornalzinho, que é postado no canal do YouTube do comediante, é um sucesso. E o motivo todo mundo já conhece, o programa é uma montanha russa de emoções — você vai do riso para o desespero e do desespero para o riso em questão de segundos. Como ele consegue isso? Simples, falando do que se passa no mundo e, principalmente, no nosso Brasil, país que sempre me faz lembrar de um trecho clássico de nosso cancioneiro “você não vale nada, mas eu gosto de você”. Sabe-se lá o porquê.

Victor Camejo se apresenta diante de uma plateia em um clube de comêdia
A cada edição do jornalzinho fico tipo: “e agora quem poderá nos defender?”

De qualquer forma, em seu jornal — muito inspirado no trabalho de John Oliver, já abordado por estas bandas —, Victor comenta, entre uma piada e outra, sobre as principais notícias da semana. Embora o formato não seja novo, o combo apresentador mais roteiro faz toda a diferença. De que outra forma alguém poderia rir de uma “suposta” (não me processem) tentativa de golpe — ainda que fracassada.

Caso uma ameaça patente a democracia seja um tema pesado demais para você, que tal então um programa sobre um personagem caricato, que segundo alguns tem uma voz de marreco resfriado? Divertido, né? O problema é que este suposto marreco foi um juiz. Até aí tudo bem, não tenho nenhum problema com marrecos. Mas e se eu dissesse que esse juiz marreco talvez não só tenha sido parcial em um julgamento, como também serviu como garoto propaganda para uma operação e um processo nada legal. Bad vibe, né? Pois é.

Agora, antes de colocar o ponto final final nesse texto, não posso deixar de mencionar o episódio “A Elite Concursada”, em que Victor Camejo, usando como base a tese “A Nobreza Togada” de Frederico Ribeiro de Almeida, traz questionamentos importantes sobre os motivos para que alguns servidores públicos se achem semideuses além do bem o do mal — e não, não estou falando daqueles que trabalham tanto quanto você e ganham tão mal quanto você, não se façam de sonsos.

Então é isso, acompanhem o canal do Victor Camejo e ria um pouco de nossa própria desgraça. Os vídeos saem (quase sempre) nas quintas, e não quero dizer nada, mas o episódio dessa semana aborda nada mais nada menos do que uma “cpizinha” que tem rolado por aí. É, talvez seja farsa.

Compartilhe sua opinião