Hot, Oreia e as referências brasileiras


A dupla mineira que vem se destacando na cena hip hop

Hot e Oreia são dois amigos que, juntos, formam uma dupla que vem ganhando espaço na cena do hip hop nacional com suas rimas inteligentes; questionadoras e sua estética original. Junto com Djonga, FBC, Clara Lima e Coyote, formam a DV Tribo — um grupo de craques do cenário brasileiro.

Esse ano, Hot e Oreia lançaram o álbum “Rap de Massagem”. Cheios de referências em suas letras e clipes, a dupla frequentemente traz símbolos brasileiros para suas produções, como no clipe de “Eu Vou”, com Djonga, em que fazem uma intertextualidade com o filme “Auto da Compadecida” e também brincam com uma autorreferência de Djonga, no seu álbum “O menino que queria ser deus”.

Ambos são fortemente ligados à espiritualidade e portanto, à ancestralidade. O que pode ser uma das explicações para a tamanha sensibilidade presente em suas letras, como na música “Eparrei” em que Oreia canta que “Deus é todo mundo sorrindo ao mesmo tempo”.

Além disso, trazem rimas de forte cunho político, com críticas sociais coerentes e metáforas extremamente elucidativas. Fazem questionamentos acerca da realidade social do Brasil, mas também contestam o próprio meio do hip hop e os valores em voga dentro dessa cultura. No refrão de “Rappers”, Hot canta que “nós tá fora da caixa, eles tão dentro do caixão”, em uma metáfora perfeita para o conservadorismo implícito em letras de objetificação de mulheres e glamourização de drogas e violência.

Se ainda não ouviu Hot e Oreia, vale a pena conferir. O álbum “Rap de Massagem” está disponível no Spotify e no Youtube. Os beats também são incríveis, então é um álbum muito agradável pra escutar no dia-a-dia!

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