Betty e A Nova Geração do Skate Feminino


Conheça a série que põe em protagonismo as meninas na cultura do skateboarding

Esse ano, o skate foi incluído pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos de Verão e, com a conquista de duas medalhas de prata inéditas para o Brasil, o debate acerca da valorização do esporte, em especial do skate feminino, se mostrou presente e necessário. Rayssa Leal, de 13 anos, deu um espetáculo em sua estreia na competição, deixando um legado de representatividade gigantesco para meninas do mundo inteiro a quem muitas vezes o contato com o esporte é negado ou dificultado.

Infelizmente, a disparidade entre o skate feminino e o masculino é grande. Isso se dá justamente devido a uma barreira social de caráter extremamente machista, que muitas vezes impede meninas jovens de sequer começarem a praticar o esporte, quanto mais se adentrar no entendimento dos costumes. O seriado “Betty”, da HBO, trata desta e de outras questões que permeiam a presença feminina dentro da cultura skateboarding.

Kirt (Nina Moran) ensinando Indigo (Ajani Russell) a andar de skate

A série conta a história de um grupo de amigas que acaba se formando a partir da necessidade de criar uma coletividade feminina nos espaços de skate dominados por homens. As cinco protagonistas: Kirt (Nina Moran), Camille (Rachelle Vinberg), Janay (Dede Lovelace), Indigo (Ajani Russell) e Honeybear (Kabrina Adams) passam por diferentes conflitos individuais, mas sempre tendo o companheirismo como principal fio condutor de suas tramas — sem necessariamente forçar uma ideia vazia de sororidade ou empoderamento. Assim, Betty fala sobre as dificuldades dentro das relações entre mulheres, mas também sobre a maneira única que temos de cuidar umas das outras.

Honeybear (Kabrina Adams), Indigo (Ajani Russell), Camille (Rachelle Vinberg), Kirt (Nina Moran) e Janay (Dede Lovelace)

Na primeira temporada, um dos principais conflitos se dá justamente por essa questão da aceitação das meninas nesses ambientes, e da reprodução de um ideário machista pelas próprias mulheres. A segunda, mais recente, já aborda a realidade do meio do skateboard durante a pandemia. Debatendo também problemáticas ligadas a responsabilidade social e coletividade de uma maneira mais ampla.

São duas temporadas de seis episódios que valem muito a pena serem vistos e apreciados. Além de levantar, em um roteiro muito delicado, diversos debates bastante atuais, as imagens de skate são incríveis e as personagens, maravilhosas — e muito bem vestidas, diga-se de passagem. Vale a pena conferir!

Betty está disponível no HBO Max

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