Comentários sobre a juventude: a trilha sonora de Euphoria


Uma analise do trabalho de Jen Malone e Labrinth na trilha sonora da série Euphoria

Não se esqueça de checar a trilha completa da primeira temporada no nosso Spotify.

A segunda metade essencial de uma obra audiovisual é o som. Composto de barulhos, diálogos e música. Essa camada tem grande importância na experiência que temos ao assistir um filme ou uma série. Podendo em alguns casos criar uma relação tão forte com a história quanto outros elementos visuais.

Dessa maneira, já que abordamos como o trabalho de criação de imagens (Fotografia) tem um papel importante na série Euphoria (2019-) anteriormente, neste texto vamos destacar o outro lado dessa moeda e falar sobre sua trilha sonora.

Primeiramente, é importante falar que a série tem um trabalho muito consistente na parte musical. Existe um equilíbrio entre as trilhas originais e não originais, instrumentais e letradas. Existe um respeito tão grande por essas músicas que o timing de edição da série muitas vezes dá preferência ao timing da música, ao invés da cena em si e, consequentemente, a torna o destaque principal da cena. O exemplo disso se dá nos créditos de abertura da série, que variam de duração de acordo com a música.

Trilha não-original:

A criação do ‘revestimento musical’ da série foi um trabalho conduzido primariamente pela supervisora de música Jen Malone, que junto do criador da série Sam Levinson criou uma ‘playlist ideal’ de como o programa deveria soar. Em um primeiro pensamento, a ideia era que fosse uma trilha ampla e diversa que funcionasse como um personagem em si, mas essa proposta foi se dissolvendo em meio a uma sugestão mais ousada: fazer com que as músicas tivessem um significado próprio pra cada cena.

“Claro que, eles são adolescentes, então vai haver música vindo de todos os lugares, mas nós queríamos estar aptos a fazer algumas escolhas interessantes, e ir fundo no catálogo” – Jen Malone ao Deadline

Aos poucos essa playlist foi acumulando cada vez mais e mais faixas, tendo um resultado final de uma média de vinte músicas por episódio. O que é mais interessante é que apesar da quantidade de alternativas, muitas das escolhas foram bastante acertadas para suas cenas. Escolhas que as vezes puderam sair da possibilidade de uma trilha não diegética comum, que só serve como música de fundo, para uma que realmente construísse uma relação direta com o texto da série. O segredo para isso foi não se prender à uma escolha ainda na criação do roteiro, mas sim estar aberto as possibilidades e, aos poucos, peneirar as opções.

“Minhas opções estão por toda a parte. Tem sempre uma doida, esquisita, deixada de lado, meio que ‘Okay, essa é minha opção doida’. O que é ótimo sobre o Sam é que ele está aberto a ouvir ideias doidas. ‘Eu não tenho a mínima ideia porquê eu estou pondo isso aqui, mas eu tenho um pressentimento sobre isso’ – e então funciona.” – Jen Malone ao Deadline

Vejamos alguns exemplos dessas escolhas acertadas:

No último episódio da temporada, And Salt The Earth Behind You, acompanhamos a sequência que transita entre duas situações diferentes de Cassie Howard (Sydney Sweeney): Uma na qual ela realiza um procedimento de aborto em uma clínica, e outra onde ela patina no gelo. Ambas são acompanhadas pelo som de My Body is a Cage, da banda canadense Arcade Fire:

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key
My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key
I’m standing on a stage
Of fear and self-doubt
It’s a hollow play
But they’ll clap anyway
Meu corpo é uma gaiola, que me impede
De dançar com aquele que eu amo
Mas minha mente tem a chave
Meu corpo é uma gaiola, que me impede
De dançar com aquele que eu amo
Mas minha mente tem a chave
Eu estou de pé em um palco
De medo e dúvida
É uma peça vazia
Mas eles aplaudirão de qualquer jeito

Uma letra que não só reflete a questão de Cassie (Sydney Sweeney) quanto a sua gravidez, como também aborda a insegurança e nervosismo vivido por sua geração, nessa e em outras situações.

Outra aplicação interessante é da musica A Song for You, de Donny Hathaway, também na season finale da primeira temporada. Nesse momento, que chegou a tocar pessoalmente Sam Levinson, acompanhamos uma montagem de diferentes momentos da vida de Rue (Zendaya). Assim, nos fazendo refletir sobre a relação dela com a família:

I know your image of me
Is what I hoped to be
I treated you unkindly
But darling, can’t you see?
There’s no one more important to me
Baby, can’t you see through me?
‘Cause we’re alone now
And I’m singing this song to you
Eu sei que a sua imagem de mim
É algo que eu esperava me tornar
Eu te tratei de forma cruel
Mas querida, você não consegue ver?
Não há nada mais importante para mim
Baby, você não consegue ver através de mim?
Pois estamos sozinhos agora
E eu canto está canção para você

Trecho a partir de: -1:04

E sobre sua relação com Jules (Hunter Schafer):

Trecho a partir de: -1:40

You taught me precious secrets
Of a true love while holding nothing
You came out in front when I was hiding
But now I’m so much better
And if my words don’t come together
Listen to the melody
‘Cause my love is in there hiding
Você me ensinou segredos preciosos
De um amor verdadeiro sem guardar nada
Você tomou a frente quando eu estava me escondendo
Mas agora eu estou bem melhor
E se minhas palavras não se encaixarem
Escute a melodia
Pois meu amor está la se escondendo

Para montar essas mais de vinte faixas por episódio, o supervisor de edição e também contribuidor de boa parte da trilha, Julio Perez IV, pensou numa ideia que valorizasse bem as músicas dependendo do seu ritmo e contexto de aplicação (algo que comentamos no texto sobre fotografia). Todos os exemplos dados acima são de músicas que tocam quase que por completo e que criam uma relação atípica para uma trilha: onde ela se utiliza das imagens como preenchimento das músicas, e não o contrário. Porém essas são situações pontuais, e boa parte da trilha é construída de uma forma diferente. Muitas vezes as músicas são parte diegética da cena, ou seja, estão presentes no mundo da história. Elas vêm de caixas de som em festas, tocando em alto-falante de telefones, nos fones de ouvido e até em aparelhos de rádio nos carros. Para realizar o encaixe dessas, Julio regulou o tempo de troca entre elas, cena por cena, de um jeito bastante ‘Scorcesiano’ (Algo pra outro texto): No qual a trilha troca de faixa como alguém indeciso troca de estação de rádio, ou pra ser mais moderno, troca de música numa playlist.

Note que a troca entre as musicas não é regular.

Trilha Original:

Quando abordamos a fotografia, chegamos a comentar de que apesar de chamativo, todo o trabalho de luz e câmeras da série tinha um intuito de mostrar o mundo sobre o ponto de vista turvo porém realista que a juventude traz. Se utilizando de ideias como: não glamorizar cenas de sexo, sempre dar foco a um personagem por vez e sempre tentar expressar a influência dos sentimentos no exterior por meio de cores, movimentos de câmeras e etc.

Enquanto a imagem tenta conectar o público com sua juventude, a trilha original (no geral) serve para dar sentimento e comentar sobre essa mesma juventude. Misturando diferentes estilos musicais, com letras que criam uma relação mais precisa com as cenas e uma conexão própria com os personagens e temas da série.

Para realizar esse trabalho, Sam convocou o cantor, compositor e produtor britânico Labrinth, que tem como grande característica uma sonoridade bastante particular. Apesar de fazer carreira desde 2009, Labrinth era pouco conhecido no cenário musical até pouco tempo atrás. Chegou a trabalhar como produtor a maior parte do tempo, tendo como principal parceria o músico Tinie Tempah, porém no ano passado sua carreira estourou com diversos projetos: Lançou seu segundo álbum solo, fez um disco com Sia e Diplo, ajudou Beyoncé a compor a música Spirit para o filme Rei Leão e claro, compôs a trilha sonora de Euphoria. Desde pequeno, Lab foi influenciado por diferentes membros da família e cresceu ouvindo diversos gêneros e estilos musicais:

“Na minha casa, minhas irmãs no andar de cima ouviam Jodeci e 112 e Aaliyah, e todo aqueles artistas de R&B e grandes cantores. No andar de baixo estaria meu irmão, que curtia mais hip-hop, então ouviria Wu-Tang [Clan], Jurassic 5, A Tribe Called Quest. E no outro cômodo meu irmão ouviria jazz, como Weather Report e Yellow Jackets. Meus oito irmãos tinham amigos que traziam musica como David Bowie, Prince, e gêneros que me inspirariam a ouvir música. Eu era essa criança de 12 anos sendo uma esponja pra todas essas energias.” – Labrinth à Rolling Stone

Energia é algo fundamental pro trabalho de Labrinth. Se pudermos observar só pela trilha sonora da série, é possível notar que o trabalho musical consegue elevar bem os altos e diminuir os baixos de cada episódio. Aumentando a tensão e pânico como em Euphoria Funfair no episódio Shook One: Pt.II:

Rue andando em meio ao foguetório do festival

Ou ressaltando a solidão, o medo e a frustração como em We All Knew, que aparece no episódio Made You Look:

Kat entrando no corredor do colégio

“Se você pode entender a perspectiva da energia de uma música, você pode achar formas de incorporar ela. Em ‘Pass Out’ [Música que Labrinth produziu com Tinie Tempah], era um hip-hop eletrônico com energia de trap; tinha uma energia de reggea também. Eu estava usando baixo e bateria, como no gênero jungle. Era eu jogando a minha infância dentro da música. Muitas dessas influências entraram na minha música. Eu ouvia Nina Simone, a qual eu amo; Ray Charles, ao qual eu amo; E Kraftwerk, e então funk do Parliament-Funkadelic. Então é como se fosse um pacote de Skittles quando eu crio música. Eu espero que isso faça sentido.” – Labrinth à Rolling Stone

Entendendo esse grande catálogo de influências, se prestarmos atenção na trilha sonora instrumental da série, é quase impossível ligá-la a apenas um gênero musical. É possível ouvir diferentes estilos, misturados de forma bastante harmônica, quase soando como um gênero próprio. Quando perguntado se reconhecia isso, Labrinth disse:

“Sim! Eu me lembro que Bruce Lee falava que o seu estilo era basicamente como água. Para mim, o estilo de Bruce Lee basicamente combina todos os estilos dos mestres antes dele. E para mim quanto a musica, eu não sinto como se nenhum deles [gêneros] estão separados; Eu sinto que você pode mesclar diferentes gêneros ao não colocar nenhum deles em um pedestal. Eu não ponho nenhum gênero em um pedestal.” – Labrinh à Rolling Stone

Para mérito de comparação, em um material promocional da série, Sam disse que ouviu muito Danny Elfman, Yeezus (álbum de Kayne West) e Gospel enquanto escrevia a série. Era algo esquisito, que não combinava, mas que só fez sentido na cabeça dele depois de conhecer o trabalho de Labrinth e poder compartilhar essas ideias com ele. Se formos ver essas influências na trilha de Euphoria:

“Uma vez, ele [Sam Levinson] falou tipo, ‘Lab, eu quero uma trilha influenciada por hip-hop, gospel orquestral,’ como a trilha sonora de Edward Mãos de Tesoura. [E] Muito do que aconteceu na trilha já era algo que eu fazia naturalmente. Então, Sam… não era como ele não me quisesse lá, mas as vezes ele agia como, ‘Quando eu escutar a musica fora do álbum, [vai ser] exatamente o que eu quero ouvir. Você já está indo na direção certa. Você não precisa de nenhuma inspiração além de assistir o visual.” – Labrinth à Rolling Stone

Além do trabalho de uma trilha convencional apenas instrumental, Labrinth teve uma liberdade maior e pode compor e agregar musicas letradas para a trilha sonora da série. Assim, não só dando a energia e o sentimento com a sonoridade, mas agora também comentando sobre a sua história em forma de letra.

“Eu quero que isso pareça quase místico, porque parece mesmo quando você é um adolescente. Toda sua existência está investida numa bolha na qual você está, e a bolha é tão importante. Quando você olha para trás, de volta aos seus dias de adolescente, parece semi-mágico, mas semi-doido e semi-psicótico. Eu queria deixar claro que a música parecesse essas coisas.” – Labrinth à Rolling Stone

Vejamos alguns exemplos:

Um dos principais comentários da série é justamente sobre a fonte de euforia da juventude que ela retrata. Vide que uma de suas protagonistas tem um histórico de uso de remédios. Nesse sentido When I R.I.P. é uma das trilhas que reflete isso abordando a rotina de festas dos adolescentes da série.

Sejam elas sob efeito de drogas, como na cena de Rue (Zendaya) indo para festas:

Rue bebendo e usando drogas em diferentes momentos de uma festa

Feel the morning on my face
Ain’t a pill that I didn’t take
Just alive tryin’ ‘cause it’s been a long day
‘Cause I’ma sleep when I R.I.P
Sinto a manhã no meu rosto
Não ha pílula que eu não tenha tomado
Apenas vivo, tentando, pois tem sido um dia longo
Pois eu dormirei quando eu descansar em paz

Ou não, como na cena de Jules (Hunter Schaffer) se encontrando com seu amigo em Los Angeles:

Jules e seu colega subindo as escadas de um prédio de forma apressada

Flashbacks, relapses, camera flash
And don’t forget your hashtag
Rucksack, white stacks
You’re a dead man, had better rid of that gat
Flashbacks, relapsos, flashes de camera
E não esqueça sua hastag
mochila, pilhas brancas
Você é um homem morto, melhor se livrar dessa arma

Seguindo o comentário sobre as paixões da adolescência, Still Don’t Know My Name serve de trilha para o amor de Rue (Zendaya) por Jules (Hunter Schaffer). E isso inclui a fase platônica da relação das duas:

Rue e Jules andando de bicicleta de forma eufórica a noite

Trecho a partir de: -0:37

Still don’t know my name
You still don’t know my name
(Woo)
And I would die your slave
Baby, right now
But you still don’t know my name
Yeah
Ainda não sei meu nome*
Você ainda não sabe meu nome
(Woo)
E eu morreria seu escravo
Baby, nesse momento
Mas você não sabe meu nome
Yeah

Além desses exemplos, duas músicas compostas para o segundo álbum solo de Labrinth, Imagination & the Mistif Kid foram inclusas na trilha a pedido de Sam. Dentre elas estão Mount Everest, que claramente se encaixa como um comentário sobre a arrogância e o egoísmo que existem na adolescência:

uma bola de boliche surge, Nate a lança e marca um strike e Maddy aponta os dois dedos do meio para ele

Mount Everest ain’t got shit on me
Mount Everest ain’t got shit on me
‘Cause I’m on top of the world
I’m on top of the world, yeah
Burj Dubai ain’t got shit on me
You could touch the sky but you ain’t got shit on me
‘Cause I’m on top of the world
I’m on top of the world, yeah
Monte Everest não tem chances contra mim
Monte Everest não tem chances contra mim
Pois eu estou no topo do mundo
Eu estou no topo do mundo, yeah
Burj Dubai não tem chances contra mim
Você pode tocar o céu, mas você tem chances contra mim
Pois eu estou no topo do mundo,
Eu estou no topo do mundo, yeah

E por último All for Us, musica que se tornou referência da série (mesmo que não tendo sido feita para ela) e se encaixa perfeitamente ao comentar sobre a situação familiar de Rue (Zendaya):

Rue abraçando sua irmã distraída sentada na mesa, quando ela é puxada por seu pai que dança com ela e a beija na testa

Trecho a partir de: -0:53

Too much in my system (Famine, famine)
Money MIA* (Pockets hella empty)
Mama making ends meet* (Making ends meet)
Working like a slave (Mississippi, ayy, ayy)
Daddy ain’t at home, no (Father, Father)
Gotta be a man (Michael Corleone)
Do it for my homegrowns* (Sisters, brothers)
Do it for the fam (Yeah, so tell ‘em, Labby)
Muito no meu sistema (fome, fome)
Dinheiro perdido em combate (Bolsos muito vazios)
Mamãe encarando as despesas (encarando as despesas)
Trabalhando como uma escrava (Mississippi ayy, ayy)
Papai não está em casa, não (Pai, Pai)
Tenho que ser um homem (Michael Corleone)
Faça pelos cultivados em casa (Irmãs, irmãos)
Faça pela família (Yeah, então diga-os Labby)

Sobre Jules (Hunter Schaffer) e boa parte da juventude:

Rue subindo se arrastando num morro de pessoas cujos braços a auxiliam

Trecho a partir de: -2:20

Guess you figured my two times two always equates to one
Dreamers are selfish
When it all comes down to it
Acho que você entendeu que meu dois vezes dois sempre se iguala a um
Sonhadores são egoístas
No fim das contas

E sobre Rue (Zendaya) voltando a usar drogas:

Rue se erguendo num morro de pessoas e caindo no pico dele

Trecho a partir de: -2:33

I hope one of you come back to remind me of who I was
When I go disappear
Into that good night*, good night, good night, good night, good night
Eu espero que um de vocês voltem para me lembrar de quem eu era
Quando eu for desaparecer
Nessa noite acolhedora, noite acolhedora, noite acolhedora, noite acolhedora, noite acolhedora, noite acolhedora

Para balancear os dois tipos de trilha, Julio Perez pensou em uma montagem semelhante a da trilha não original (trocando de estação de rádio) e aplicou boa parte da trilha em forma de uma grande remix. Nesse caso, as transições entre diferentes faixas da trilha ficariam mais turvas, além de você ter trechos de músicas tocando isoladamente em diferentes momentos. O que também permite que certos partes das letras entrem em certos momentos da série, assim dando comentários mais pontuais e precisos.

Note como trechos de Mount Everest tocam enquanto Jules e Rue estão chapadas.

No geral, trilhas sonoras têm a função de nos balançar emocionalmente quanto aquilo que assistimos: seja amplificando, destoando ou até mesmo diminuindo o sentimento que temos. Muitas trilhas conseguem isso, criando composições poderosas que atingem o público. Porém poucas delas se propõem a criar uma conversação com a história a qual elas complementam, e menos ainda conseguem realizar isso.

Dessa maneira a trilha sonora de Euphoria é um grande feito. Não só por “soar bem”, mas por conseguir se encaixar com a série e, mesmo que aos poucos, chamar a atenção para seu roteiro. Quem assiste logo é convidado a ouvi-la e, portanto, dar mais atenção as ideias e aos sentimentos que envolvem sua história.

Todas as traduções foram feitas de forma livre e isso abriu possibilidades para algumas interpretações adaptações dependendo do contexto: 1. Como qualquer verbo da língua inglesa tem a mesma conjugação na primeira e na terceira pessoa, Still don’t know my name pode ser tanto lido como “(Eu) ainda não sei meu nome”, quanto “(Você) ainda não sabe meu nome”. Dessa forma pode ser tanto interpretado como uma mensagem para Rue (sobre Jules), quanto para Jules (sobre si mesma); 2. MIA é um termo militar que significa Missing In Action algo que pode ser traduzido como “perdido (ou desaparecido) em combate”; 3. Making ends meet é uma expressão que literalmente significa conseguir lidar com as despesas, sendo o ends uma referência ao fim do prazo dos pagamentos. Assim “indo de encontro aos prazos”; 4. Homegrowns significa cultivado em casa, e geralmente é usado para se referir a plantas num jardim; 5. A frase Into the good night é uma referência ao poema da língua inglesa Do Not Go Gentle Into That Good Night (Não Entres Nessa Noite Acolhedora) do Galês Dylan Thomas. Em respeito a obra e sua tradução, Good Night foi traduzido como Noite Acolhedora, sendo uma referência à morte.

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