Em busca de paz


Raoni, o primeiro Indígena indicado ao prêmio Nobel

Raoni Metuktire, 89 anos. Cacique da etnia Kaiapó, cresceu no Mato Grosso e desde os seus 15 anos luta pela demarcação das terras indígenas e pela preservação do meio ambiente. Hoje, depois de mais de meio século resistindo aos ataques de madeireiros, garimpeiros e de grandes empreiteiras que buscam lucro através da exploração de territórios indígenas, se encontra diante de um dos maiores reconhecimentos do mundo moderno: é um dos candidatos ao prêmio Nobel da Paz de 2020.

Raoni Metuktire

Raoni Metuktire, embaixador do combate pela proteção da floresta amazônica e dos povos indígenas, cidadão honorário da cidade de Paris, quer falar ao governo.

Posted by Jornalistas Livres on Saturday, March 23, 2019

No vídeo, feito por uma mídia independente, Cacique Raoni demanda que o governo ouça as vozes do seu povo.

O cacique voltava de uma viagem à Europa, onde encontrou-se com diversos líderes políticos e religiosos, a fim de reunir apoio para ações de combate às queimadas ocorridas na Amazônia, quando recebeu a notícia de que seria indicado.

Raoni e Emmanuel Macron, presidente da França.

A proposta veio diretamente da Fundação Darcy Ribeiro, através da qual diversas entidades e organizações indigenistas e ambientalistas estruturaram uma campanha para que Raoni alcance a premiação.

Neste outro vídeo, o cacique aparece defendendo a importância da Funai em uma conferência no início de 2019.

O objetivo da campanha é, para além do reconhecimento legítimo da luta de Raoni e da necessidade de respeito aos povos indígenas, chamar também a atenção mundial para o que está acontecendo na parte brasileira da Floresta Amazônica. De acordo com o Greenpeace, o número de queimadas já é 145% maior do que o registrado no ano passado. Em agosto deste ano, até o dia 20, foram 23 mil focos de incêndio na Amazônia — mais de mil por dia.

A campanha segue com a hashtag #raoninobeldapaz2020 nas redes sociais.

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